Steve Jobs é um cara loucamente genial. Ele fundou a Apple, foi responsável pela vinda do computador para nossos lares, criou o macintosh, computador que figura como sonho de consumo de qualquer geek, fundou a Pixar e revolucionou os desenhos animados, criou o iPod e revolucionou a música digital. Diante disso, entender o seu sucesso é a chave para buscarmos o nosso próprio. Um livro muito voltado para o lado corporativo mas que dá para conhecer um pouco das idéias e histórias deste que já é considerado um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento vertiginoso da humanidade nos últimos 30 anos.
No show de Goiânia, Marcelo Magal estreou nas quatro cordas. Patrick lhe passou o baixo para tocar Envelheço na Cidade. Mas a grande estréia mesmo seria no dia seguinte na Lona Cultural de Vista Alegre. Existem várias lonas espalhadas pelo Rio de Janeiro, mas esta foi a que mais viu shows nossos. Grande, animada, tem um ótimo astral e disposição do público, quase um anfiteatro. Era a estréia do show da Madonna no Rio e ainda por cima chovia, mas o público compareceu em massa e lotou a lona com uma enorme festa.
Estréias costumam ser sempre complicadas, muita coisa para assimilar de uma só vez, e fica faltando tudo ser mais orgânico. Como se isso não bastasse, havia ainda a responsabilidade de ocupar a vaga de alguém tão querido pelo público
Magal começou tímido, mas com uma recepção tão calorosa assim, logo foi se soltando. O show foi bem extenso e aproveitamos para tocar muitas canções do 80 volume 2, já que são tão conhecidas e cantadas por aí. Foi também o primeiro show com venda dos CDs e DVDs novos. No entanto, o pobre Wallace acabou tomando o maior prejuízo. Ele encomendou os discos na fábrica e vendeu-os o mais barato que podia, mas quando a conta chegou, descobriu que a fábrica tinha-lhe passado os valores sem o frete!!! Sorte de quem comprou naquele dia! Final de show, uma fila imensa para autografar os novos discos e receber gente de todas as idades no camarim.
Na semana seguinte, o quadro se repetiu na Lona de Anchieta. O show foi tão animado que acabamos tocando algumas músicas a mais. A primeira foi Overkill, uma vez que Guilherme Rael, que fez os backing vocals no DVD, estava presente. A segunda surgiu já no finalzinho. Coelho fez com Manno Góes uma música de Natal muito engraçada, mas que nós não gravamos. No entanto, praticamente às vésperas do Natal, tinha tudo a ver tocarmos ela ali. E nos divertimos cantando a história de um garotão que queria comer Big Mac na ceia porque odeia peru etc..
A venda de DVDs foi recorde e saímos com a certeza de voltarmos a outras lonas o mais breve, a começar com a de Anchieta na semana seguinte. Magal, ao final, era só sorrisos. Bem vindo, coxinha! E feliz Natal pra todos que lêem este blog!
Laplix, Tricko, Leiplan, Pratique Laplan, Trix, o Libanês, os apelidos sempre foram muito carinhosos com alguém que conviveu tão intensamente conosco, que sempre teve um papo muito aberto e que tanto contribuiu musicalmente.
No final de 2000, a saída de nosso baixista Sheik tinha sido traumática para todos. Era a constatação que a gente não poderia mais escrever com tanto orgulho nos encartes: “O Biquíni é foi e será:”, que haviam diferenças e, principalmente, incompatibilidades. Por uma enorme coincidência, o mesmo estava acontecendo com o Los Hermanos. Eis que Coelho, sabendo que faltava pouco mais de um mês para o Rock In Rio III, sugeriu chamar o Patrick, egresso da banda, para tocar conosco. Fomos em sua casa, mostramos o que a gente tocava e o convidamos para alguns shows naquele verão. O primeiro que fizemos foi em Campos, no estado do Rio. O palco era minúsculo e, alguns minutos antes de entrarmos, disse a ele: “cara, solte os bichos, mande a tua energia”. Logo que começamos, Patrick deu um pulo gigante, daqueles que eu acabaria me acostumando a ver, e pensei comigo que era muito bom ter alguém com esta energia no palco, coisa que nos últimos meses havia nos faltado. Vieram outros shows, o inesquecível Rock In Rio III, o convite para gravarmos um cd juntos: o 80. Em meio a esta tournée, pintou um convite para ele integrar o Rodox. Dentro de mim, pensava “logo agora?” mas ao mesmo tempo, via que poderia ser promissor para ele e apoiei muito. No entanto, Patrick acabou dando um jeito de continuar conosco sempre que não havia datas da nova banda de Rodolfo, e no final, voltou a ser titular absoluto. Gravamos mais discos: participações no Barzinho e Violão, tributo ao Renato Russo, Rockin’Days, Superfantástico, além de nosso DVD em Fortaleza e os discos de estúdio, culminando agora com o 80 volume 2.
Para nós, Laplan trouxe-nos paz de espírito e creio que a recíproca foi verdadeira. O Biquíni, ao longo desta década foi crescendo e reencontrando seu público, primeiramente no Nordeste, Norte, e depois por todo país. Cada show foi suado, comemorado e os fãs também foram descobrindo e se apaixonando por aquele cabrito montês que toca contrabaixo enquanto salta sem parar.
Sempre que me perguntavam sobre a permanência do Patrick no Biquíni, pensava em Vinícius de Morais, “que seja eterno enquanto dure”. Conversava muito sobre sua banda, o Eskimó, e também via que ele estava tocando com muita gente boa. No entanto, chegou um momento, sabido por nós, que seria impossível ter o ‘melhor de dois mundos”. Este processo foi lento e gradativo, como uma ficha que demora a cair. No ano passado, em Cuiabá, conversei muito sobre isto com ele, sobre a hora de buscar novos caminhos. E isso veio, quando menos esperava, confesso, mas ao mesmo tempo, Laplan foi carinhoso até nisso. Escolheu um momento em que estávamos tranqüilos, não deixou que sua saída ocorresse num momento de irritação ou desgaste (que, aliás, existem em qualquer convivência). No sábado, dia 13 de Dezembro, ele se despediu de nossa turma. Não para sempre, claro, pois as portas estarão sempre abertas, mas agora, é hora de ficarmos na torcida por ele. O show foi em Goiânia numa festa fechada para a Unimed. Ele aproveitou a última música e usou a cabeça de um boneco propaganda para fazer sua última loucura. Mais que isso, só vendo o vídeo abaixo. Obrigado, Patrick, sucesso sempre!
A volta de Maceió foi tranqüila e um ônibus nos esperava no aeroporto do Rio de Janeiro para irmos a Conceição de Macabu, cidade a quatro horas de viagem. Decidi passar em casa e ir depois. A saudade do filho era grande e, mesmo que fosse por pouco tempo seria ótimo encontrá-lo. Com quatro meses, ele já está bem espertinho e temo não aproveitar todo esse momento, em meio a viagens e shows. Foi uma ótima tarde e depois eu fui pra rodoviária pegar um ônibus de carreira para a cidade. Miguel, que também havia ficado para ver a apresentação dos filhos no judô, me fez companhia. Bem, na verdade, o cansaço caiu sobre nós e apagamos do momento em que tomamos a estrada. Chegamos na cidade e foi o tempo apenas de jantarmos e irmos pro show. A festa da padroeira foi feita em praça pública com um ótimo palco e excelente som. Soube pelos funcionários de prefeitura que o padre da cidade gostava de cantar, principalmente Legião Urbana. Não me fiz de rogado e o convidei para cantar Zé Ninguém. Ainda que ele não soubesse os versos, deu o seu recado no refrão e logo notamos o quanto ele era querido e famoso por ali. A festa era de Nossa Senhora de Conceição, mas acho que ele era devoto de São Rock, ops, digo, São Roque
É bom perceber que reencontramos Maceió, uma cidade que passou 16 anos sem nos ver e que, nos últimos anos, tem nos assistido pelo menos uma vez a cada doze meses. De volta às Alagoas, o Biquíni praticamente faz o encerramento da tournée Só Quem Sonha Acordado Vê O Sol Nascer. Para começar, tocamos numa festa fechada da rede Pajuçara (da TV Record) onde os convidados receberam o prêmio Guerreiros da Criação. Festas fechadas costumam ser curiosas. Em geral, nós somos apenas coadjuvantes de algo maior - aqui, no caso, a entrega dos prêmios. Talvez por isso tenhamos ficado tão impressionados com a energia e animação da galera ao tocarmos. O que era para ser um show comedido, virou uma festa agitadíssima. Tão agitada, que eu acabei socando o Patrick ao jogar água no público em Chove Chuva. Acertei-o em cheio na cabeça! Coitado! Em meio a tanta loucura no público, Zé Reges, patrono do Biquíni em Alagoas, pulava sem parar, sem camisa, e se divertia em meio à festa que já havia perdido toda formalidade. Quando chegamos ao hotel eram quase quatro da matina. O dia seguinte, pelo menos, seria de descanso. Bem, descanso pros outros, não para Coelho e eu, que ficamos perambulando por rádios e tvs fazendo a divulgação do Luau que aconteceria no sábado. Foram doze horas de entrevistas, gravações, aparições, tudo para promover o show. Quando cheguei às onze da noite no quarto, desmaiei. O sábado foi mais tranqüilo. A gente relaxou e se preparou para a noite que prometia. O Lual do Biquíni comprovou que a cada vinda da banda, o público parece aumentar. Dizem que a melhor propaganda é aquela feita ‘boca-a-boca’. E foi assim que o show começou: diversas bocas cantando conosco Em Algum Lugar No Tempo. Era apenas o prenuncio do que estava por vir. O show foi muito divertido, palco baixo (adoro) e a galera ali colada conosco. No bis, atendendo a pedidos, tocamos Camila Camila, mas eis que decidi parar a música na metade e emendar em outra. Motivo: estava começando a chover! E dá-lhe Chove Chuva! Quando chove, esta música parece que fica mais animada ainda! O produtor já estava louco conosco: não saíamos do palco e tínhamos que correr para pegar o vôo na madrugada. Graças a Deus, tudo deu certo e Maceió encerrou nossos shows pelo nordeste em 2008 com chave de ouro!
Quatro bandas, duas de 80, uma do final dos 90 e uma do meio desta década. Uma divulgação de quase dois meses com cartazes por todo lado, um ginásio lindo, uma estrutura de som e luz que na véspera foi usada pelo Queen em sua passagem pelo Rio. Só faltou uma coisa: público! Uns culparam o local de difícil acesso, outros a data (fim de mês, pouca grana), o horário (começou às 16h), o ingresso alto também foi muito criticado. No entanto, por volta de mil pagantes estiveram no HSBC Arena para ver e LOTAR o local. Como assim, lotar?
Eu acredito que um show, seja para dez, cem ou dez mil pessoas tem uma energia especial quando quem está ali se entrega, participa, se envolve. Nestas horas, não me preocupo com quem não veio, me entrego também aos que vieram. Esta é a graça. Para nós, também foi um desafio tocar para um público não necessariamente nosso. Muitos ali tinham vindo assistir outras bandas, não esperavam algo do show do Biquini, mas acabaram se envolvendo. O show foi crescendo e, a certa altura, era como se não coubesse mais ninguém naquele ginásio. Como se tudo isso não bastasse, tivemos a carinhosa canja de Tico Stª Cruz do Detonautas em Índios e Marcelo, do Strike, em Zé Ninguém. O rock de todos os tempos uniu todas as gerações. Pode não ter tido muita gente, mas que lotou, ah, como lotou!
No começo da década de 90, fizemos uma apresentação em Petrolina. Nos hospedamos do outro lado do rio São Francisco (o Velho Chico, como é carinhosamente chamado) em Juazeiro, Bahia. Uns 15 anos depois voltamos, desta vez para fazer o contrário: um show em Juazeiro. Curiosamente nos hospedamos em Petrolina. Juazeiro é terra de meu amigo Luisão ex-Penélope e atualmente com um trabalho bem legal, o Dois em Um Dediquei o show a ele. Foi uma boa festa abrindo para o grupo Motumbá e o público no Country Clube veio com tudo! A represa de Sobradinho fica a poucos quilômetros dali. Sim, aquela Sobradinho da música de Sá e Guarabira. Decidimos fazer uma homenagem tocando esta música (é raro isto acontecer mas ali tinha tudo a ver). Não foi a versão que tocamos no Barzinho e Violão, e sim, uma variação sobre o tema Stand By Me que Coelho criou durante a tarde. Não importa. O público cantou conosco como se fosse um hino e emocionou a todos nós no palco. Foram muitos anos para voltar a esta região mas quando isto aconteceu foi bonito ver como todos ali haviam represado a emoção para abrirem as comportas na hora certa. E quando as comportas se abrem, dá para se ter uma idéia da energia que fica!
ps: não deixem de provar a cocada “moreninha” da região. Imperdível!
Existe shows tranqüilos, outros só acontecem com uma total gincana, correria, sangria desatada, capaz de assustar a nós mesmos. Saímos de Porto Velho em direção à Belo Horizonte e em seguida a São Pedro dos Ferros, cidade distante umas três horas da capital. O problema é que, graças ao fuso horário de duas horas entre Porto Velho e Minas, o que era para ser uma viagem relativamente simples, se atrasa e muito. Não poderíamos aguardar sequer o equipamento ser descarregado do avião. Portanto decidimos embarcar todo ele como bagagem de mão enquanto outra parte viajava de volta pro Rio. A primeira etapa foi até Brasília. Depois, não teríamos muito tempo, o suficiente para comer um sanduiche e pegar outro voo para BH, onde uma van nos esperava direto para chegar num palco onde o som foi passado à tarde. Isto tudo porque num domingo os shows são mais cedo e a prefeitura da cidade - organizadora - precisava que a gente não se atrasasse um minuto sequer. Ou seja: montar, plugar e tocar….Chegamos em Belo Horizonte às 8 e meia e a viagem seria longa - três horas numa estrada com muitos caminhões e poucos lugares para ultrapassá-los. Pra piorar, só faltava chover.
Cabrummm! E tome chuva, caminhão e estrada sinuosa! Ainda assim, cumprimos o esperado e chegamos por volta das onze e meia. Quando finalmente atacamos no palco, nos demos com um público paciente, animado e que cantarolou diversas músicas conosco. São Pedro dos Ferros fez questão de nos acolher com fãs anfíbios, gente que pulou e cantou até debaixo de chuva forte. Nestas horas, o cansaço dá lugar à alegria e o praze de fechar um fim de semana com a mesma animação que começamos lá no Acre!
É raro a gente conseguir chegar em certas áreas do país, portanto, tocar no Acre, Roraima, Amapá, Rondônia, Tocantins, são sempre comemorados por nós. Ainda mais quando vemos que retornamos anualmente. Nossa manhã foi em Rio Branco, logo pegamos um vôo para Porto Velho, segunda etapa do projeto Eu Faço Cultura. O local foi a Nautilus, do lado do hotel onde nos hospedamos. Confesso que é uma maravilha se hospedar tão perto de onde tocamos. O show era pra ser cedo mas isso não aconteceu. O Juizado de Menores estava de prontidão e chegou a acender as luzes do ginásio para capturar os menores que haviam entrado, atrasando muito a nossa apresentação. Pra piorar, faltando 5 minutos para atacarmos, a luz deu problema. Novamente estávamos com uma luz deficitária, porém havia ainda tempo para consertarmos tudo, o que levou uns quinze minutos. O público, por outro lado, não se desanimou e veio com tudo! Se empolgou tanto que dois manés decidiram subir ao palco pra fazer graça. O que eles não percebem é que (desculpem-me se volta e meia insisto neste assunto) eles podem acabar com o show facilmente. E, desta vez, por pouco não acabara. Um dos caras derrubou a guitarra do Coelho enquanto o outro se apoiou sobre as costas de nosso guitarrista que estava com problemas naquele exato lugar. Imagine a raiva do Coelho na hora! Chegou a sair do palco e tudo! Lembrem-se, melhor subir somente se convidado. O calor no local era enorme e o pior é que quase não havia ventilação. Eu devo ter derramado sobre minha cabeça uns dois litros de água durante o show. Ao final, parecia que eu havia mergulhado em alguma piscina. Mas o calor também veio do público. Não foi um show calorento, foi um show caloroso! E atendemos muitos fãs por horas a fio depois nos camarins. Terceiro ano seguido em Porto Velho, que venha o próximo em 2009!
Que este sol a brilhar soberano Sobre as matas que vêem com amor Encha o peito de cada acreano De nobreza, constância e valor… Invencíveis e grandes na guerra, Imitemos o exemplo sem par Do amplo rio que briga com a terra, Vence-a e entra brigando com o mar.
Fulge um astro na nossa bandeira, Que foi tinto no sangue de heróis Adoremos na estrela altaneira O mais belo e o melhor dos faróis
Bonito né? O hino do Acre é de uma melodia ímpar, de uma força e patriotismo que chega a dar inveja. Já vi exemplos de amor à terra em outros lugares do país mas é incrível como a bandeira acreana tremula pela cidade. Mais que isto, esta manifestação de amor não visa nenhum tipo de exclusão, de separação, muito pelo contrário. Ela demonstra o amor por aqueles que lutaram para que o Acre fosse anexado ao Brasil. Ao longo do dia em Rio Branco, aproveitamos o dia visitando o Parque da Maternidade, o museu do Seringueiro, lugares que te fazem entender melhor o que é a Amazônia. Fizemos uma passagem de som no ginásio do SESI, o mesmo lugar onde tocamos no ano passado, e seguimos para o hotel. O fuso horário de duas horas te deixa um pouco confuso e o show acaba acontecendo bem tarde para quem sabe que meia noite corresponde às suas duas horas da matina. Acontece que o show, que faz parte do projeto Eu Faço Cultura, da Caixa Seguros, começa forte e animado, não perde o pique em momento algum. Decido pular no meio da galera, mas acabo me machucando. Em frente a uma grade de proteção, subo para falar com a arquibancada. Um brucutu me abraça como se quisesse que eu ficasse com uma cintura de vespa e quebra a cerca de madeira me usando como instrumento para isso. Sinto a madeira entrando em minha barriga, mas por sorte não chegou a me cortar. Decido voltar logo pro palco. Resolvo tirar fotos com a câmera de um fã da primeira fila. Ao devolver a máquina pra ele, a mesma quica em sua mão e cai no chão de uma altura de quase dois metros. Eu não me sosseguei até que eles me confirmaram que a câmera tinha sobrevivido. Incidentes à parte, o show foi maravilhoso. No bis, decidi prestar uma homenagem a eles: cantei uma parte do hino. E foi arrepiante. Primeiro porque todos cantaram juntos e segundo pela emoção que tomou conta do ginásio. O sangue que agora corre em minhas veias é acre-doce. Obrigado, Rio Branco!